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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Mauro Beting: 'Marcos, o anjo-guardião do Palmeiras'

Quinhentos Marcos no Palmeiras. Bastava uma partida só para o Marcos Roberto de Oriente distante ficar feliz e deixar a mãe Antonia orgulhosa como milhões de palmeirenses com seu anjo-guardião. Nesta quinta, contra o Vitória da maior derrota dele, em 2003, Marcos faz o jogo 500. Festa merecida por tudo. E mesmo se fosse por nada, tanto faz. Tanto fez Marcos que um bolo deveria ser cortado a cada bola que ele salvou, desde 1992.

Era para Marcos já ter superado há mais tempo essa marca. Mas lesões e fraturas marcaram ossos e músculos. Numa das tantas, Marcos caiu no dérbi vencido contra o rival, em 2006. No dia seguinte, quase mil mensagens de corintianos na comunidade alvinegra no Orkut não deixavam dúvida. Ele não é só um ídolo campeoníssimo pelo Palmeiras, e campeão do mundo pelo Brasil. É uma pessoa querida. A maior conquista num futebol de ídolos de barro, aos berros ou por birra.

São Marcos não é santo. Erra como qualquer outro. Mas os erros dele são mais humanos. Ele erra de tanto querer acertar, de tanto se irritar com quem não quer jogar quebrado - como ele jogou na Libertadores-00, com o pulso aberto para defender aquele pênalti de Marcelinho. Ele é um que lutou mais e vibrou mais com um título de Segundona em 2003 que com um título mundial em 2002. Quando festejou em Brasília no trio elétrico com a camisa verde que nunca pôde usar como goleiro. Mas que talvez tenha usado melhor que qualquer jogador da linha de raça palmeirense.

“Marcos” é palavra no plural, mas esse Marcos é singular. Único. Poderia se chamar Marco. Maiúsculo, mesmo, que Marcão é enorme. Marco que é referência que merece toda a reverência. Pelo que é, pelo que cata, o Marcão tem mais é de ser Marcos. Porque é um que joga por 11. Ou pelos tantos camisas 12 espalhados pelo estádio, espelhados nele. O camisa 12 número um da história palmeirense.

Ele até pode não ser o melhor em 96 anos da academia de goleiros do Palestra. Mas não conheço alguém melhor para defender seu time como Marcos.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Marcos 500







Na partida de hoje contra o Vitória pela Sul-Americana, Marcão chega a marca histórica de 500 jogos vestindo a camisa da Sociedade Esportiva Palmeiras. Assim como eu, posso afirmar que toda a torcida do Palmeiras tem uma gratidão muito grande por esse profissional de imenso talento e carisma. Dentre as muitas homenagens, Marcão recebeu uma camiseta diferenciada, que deve ser a usada na partida contra o time baiano, luvas banhadas a ouro, e uma miniatura super bacana da clássica imagem que se ajoelha agradecendo aos céus mais uma defesa de pênalti.

A camiseta além de um escudo esclusivo para a homenagem e por que não para o evento, ha também a ótima sacada da patrocinadora master a Fiat que em uma ação de muita criatividade associou a marca numérica de 500 jogos ao modelo Fiat ("tchinqüetchento").

O boneco de aproximadamente 50 cm será comercializado por um valor que não sairá por menos de R$ 250,oo e serão produzidos apenas 500 exemplares.

A Topper, seu patrociandor pessoal, também irá homenagear Marcos com luvas e chuteiras personalizadas.