domingo, 30 de maio de 2010

Verdão não chega a acordo com Candinho

O Palmeiras informou, neste domingo, que não chegou a um acordo financeiro com o ex-treinador Candinho, que assumiria o cargo de gerente de futebol do clube, conforme nota publicada pelo LANCENET!, na tarde deste sábado (29).

Segundo a assessoria de imprensa do Verdão, a diretoria continua em busca de um profissional para assumir o cargo, que está vago desde a saída de Toninho Cecílio, atual técnico do Grêmio Prudente.

Fonte: Lance.net

Mais um papelão

Então porque saiu em tudo que é jornal que o Candinho havia assinado com o Palmeiras ? Se ainda não acertou financeiramente com o profissional, não posso dizer que a empresa já o contratou e que segunda-feira já iria ser apresentado.

Defitivamente ha uma sequência de episódios vergonhosos dessa diretoria que de se eu for começar a listar aqui daria um Post Especial tamanho seria. Trapalhadas assim eu só costumava ver nos times dos maloqueiros forrô de caixão e em seu irmão carioca de galinha preta carnicenta.

A esperança é verde, sempre ...

No ótimo filme nacional "Estômago" o personagem Raimundo Nonato interpretado pelo excelente ator João Miguel descobre a supreendente mudança de sabor ao se adicionar alecrim em seus pratos. Na simplicidade do personagem ele começa a dizer:

- Com um pouco de alegrim isso ai fica um espetáculo !

Bom, é preciso muito alegrim pra fazer desse time ai um espetáculo ou algo que se possa elogiar.

Ainda falando do filme, ha uma cena logo no início que mostra as clássicas Coxinhas de Rodoviária ou buteco do copo sujo, essas mesmas que vinheram imediatamente na sua cabeça ! Já sabe o tipo de comparação que tô querendo fazer não é ?! Puta indigestão ver esse time jogar ... aff

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0 x 0 GRÊMIO PRUDENTE

Local: Arena Barueri, em Barueri (SP)
Data: 29 de maio de 2010, sábado
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Cleber Welington Abade (SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Anderson José de Moraes (SP)
Cartões Amarelos: Rodrigo Mancha (Grêmio Prudente)

PALMEIRAS: Marcos, Vitor, Maurício Ramos, Danilo e Gabriel Silva (Eduardo); Pierre, Márcio Araújo, Cleiton Xavier e Lincoln (Paulo Henrique); Ewerthon e Vinícius (Ivo)
Técnico: Jorge Parraga (interino)

GRÊMIO PRUDENTE: Márcio; Paulão, Leonardo e Diego; Sasha, João Vítor, Rodrigo Mancha, Wesley (Tadeu) e Marcelo Oliveira; Flavinho (Carlos Eduardo) e Wanderley (Henrique Dias)
Técnico: Toninho Cecílio

Fonte: Gazeta Esportiva

sábado, 29 de maio de 2010

O Quase, Talvez, Se e o Putz

No clássico contra o São Paulo o time atuou ou pelo menos tentou jogar no 3-5-2; penso eu que pra se jogar com um esquema o time tem que estar muito bem treinado. Caso o time já tenha treinado outras vezes em coletivos numa vairação tática e o consequentemente o poscionamento dos jogadores, ótimo ! Mas não acredito nessa hipótese, a não acredito mesmo. A proposta agora depois diante de tanta inconstância no departamento de futebol (que infelizmente perdura) é se segurar com o que se tem até incío da Copa do Mundo na ânsia de verificar e analisar nomes tanto pra comissão técnica e principalmente jogadores.

O time

A postura do time do Palmeiras foi tentar dar ao São Paulo a mesma moeda que habitualmente o time faz, ou seja, bem fechado, compactando meio campo e defesa e saindo em velocidade. Bonita teoria, mas nada dessa beleza dentro de campo. O time até precionou os bambis, lietalmente sufando. A se o "SE" o "QUASE" entrasse no time junto do o "TALVEZ "poderiamos ter saído com um resultado melhorzinho, mas depois mesmo depois de conseguir um abençoado penalti, tivemos que nos contentar com o já batido "PUTZ", ao ver Rogério Ceni defender com primor o pênalti do Barata Tonta Ewerton Choramingão.

Pô Parraga


É o mau que acontece parece cometer todos os últimos treinadores que estão passando pelo Palmeiras não podia ficar ausente. É a própria inércia de reaciocinar e se indignar com o que se vê dentro de campo. Uma demora gigantesca em modificar o time e o pior é ver que as subestituições são somene conservadoras e de pouca ousadia. Eu quero logo que a diretoria contrate logo um técnico e este le esse time a uma exaustão de treinos mesmo na falta de tempo. Algo tem de ser feito de diferente, é notório que temos que correr atrás do prejuizo pra dar uma base a esse time taticamente e na parte motivacional. Ai está o maior dos meus receios caros Palmeirenses, pois se essa demora em contratar um treinador realmente se prolongar ainda mais o tempo vai encurtando e a ambientação do recem chegado treinador pode custar caro pois o time precisaria se adptar ao estilo de comando e claro a modificações que o novo treinador irá fazer.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 1 x 0 PALMEIRAS

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 26 de maio de 2010, quarta-feira
Horário: 20h30 (de Brasília)
Renda: R$ 492.703,18
Público: 15.522 pagantes.
Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP)
Assistentes: Ednilson Corona e Emerson Augusto de Carvalho (ambos Fifa-SP)
Cartões amarelos: Jean e Hernanes (São Paulo); Maurício Ramos e Edinho (Palmeiras)
Cartões vermelhos: Cicinho (São Paulo)
Gol: SÃO PAULO: Fernandão, aos nove minutos do segundo tempo.

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Alex Silva, Xandão e Richarlyson; Cicinho, Jean, Hernanes, Marlos (Fernandinho) e Junior Cesar; Dagoberto (Jorge Wagner) e Fernandão
Técnico: Ricardo Gomes

PALMEIRAS: Marcos, Vitor, Maurício Ramos, Danilo e Gabriel Silva; Edinho, Márcio Araújo, Cleiton Xavier (Souza depois Paulo Henrique) e Lincoln; Ewerthon e Vinícius (Ivo).
Técnico: Jorge Parraga (interino)

Fonte: Gazeta Esportiva

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O bom filho ao Palestra torna
por Mauro Beting em 22.mai.2010 às 2:06h

Quanda a luz se apagar hoje, no Palestra Itália, só será acesa em um longo tempo. Num novo templo. Serão muitos meses até que os filhos da Academia possam se sentir novamente em casa. Num lar novo em folha. Lugar para esquecer as velhas falhas e os novos problemas. Um santuário para lembrar os tantos dias de nossas vidas vividas em nosso altar. Em nosso palco. Em nosso campo. Em nossa casa.

Nossa! Mas de cada um. Todos temos um cantinho no Palestra. Onde cantamos e vibramos. Onde cornetamos e divergimos. Onde o Palestra virou Palmeiras. Onde não somos mais, nem menos. Apenas palmeirenses, sempre palestrinos. Isso basta. Dispensamos apresentações. Não precisamos de explicações. Apenas somos tudo isso que tem uma casa. Que fecha para reformas. Que deve voltar como cada um de nós, e por todos nós: cada vez maior, cada vez melhor. Cada vez mais Palmeiras. Sempre Palestra.

Primeira vez

O meu primeiro canto foi na numerada. Três de agosto de 1974. Luís Américo fez o primeiro gol que vi na rede esticada do gol do placar. 1 a 0 Saad. Leivinha empatou, Dudu virou, mas um tal Fernandinho empatou. Uma zebra. Até então, só vira o Palmeiras bicampeão brasileiro em 1972-73 sair de campo satisfeito. Só assistira a jogos-shows no Pacaembu e no Morumbi. Estreava sem vitória no Palestra. No jogo inaugural do SP-74. O que acabaria não mudando muita coisa. Em dezembro, o mais importante Ronaldo da história do Dérbi paulistano faria o gol que deixaria o rival mais um ano na fila, no Morumbi.

Naquele fim de tarde de sábado de Sol paulistano, saí chateado com o empate contra o Saad. O goleiro deles se chamava Fininho. Fechara o gol. Eu, o bico, debaixo dos meus sete anos. Só fui achar legal a noite quando minha avó Albertina, que morava do lado do Palestra, me confortou na pizza da noite. Ela foi uma das que me ensinaram que não se deve vaiar “os meninos”. Que devemos ter a mesma fé que ela tinha ao acender velas em dias de jogos do time do coração da família de pai e de mãe. Dos “palmeiristas”.

Dos palestrinos que, desde aquele agosto de 1974, começaram a dividir a vida entre idas e vindas ao Palestra, ao Pacaembu, ao Morumbi. Onde fosse, onde jogasse o Palmeiras. Naquela primeira visita, meu tio Leo, pai do Erich que ainda nem havia nascido, foi minha primeira companhia, ao lado do irmão Joelmir, e do meu irmão Gianfranco. Se a escalação do Palmeiras não mudava daquela rima que era seleção –

LeãoEuricoLuísPereiraAlfredoeZecaDudueAdemirdaGuiaEduLeivinhaCésareNei, todos juntos, para sempre – o meu time de companheiros mudava sempre. Saía o tio Leo, vinha o Tio Flávio. O Tio Jura. Os primos Paulo Calabar, Alessandro, Danilo. Depois o Erich. Quando dava, o Ulisses. Mais difícil era ir ao jogo com os primos do interior, o Vlamir e o Cléber.

Eternos

Não era nada complicado torcer por aquele time. Até quando ele já não era o mesmo. Como naquele 18 de janeiro de 1976: Dudu saiu machucado, num empate com a Portuguesa. E só voltou ao time como treinador. Estreando num novo empate com o Guarani, em 9 de maio. Quando lançou o jovem Pires em seu lugar. E mais o Verdão não perdeu até vencer antecipadamente o Paulistão. 1 a 0 no XV de Piracicaba. No 18 de agosto de 1976, mais de 40 mil vibraram com Jorge Mendonça, marcando o gol do título. Campeonato que a família celebrou em casa. Meu pai não conseguiu sair a tempo do trabalho. Viu parte do jogo, abriu um vinho, e fomos dormir. Ano sim, ano não, a festa parecia garantida. Era assim o Palmeiras.

Não foi mais assim. Em 10 de agosto de 1977, pelo Paulistão, o Palmeiras só empatou com o Comercial de Ribeirão. 1 a 1. Foi o último jogo no estádio da estátua Ademir da Guia, que em 40 dias encerraria a carreira, parada por problemas respiratórios. Cabeça e coração das Academias palmeirenses penduravam as chuteiras. Não mais o Palmeiras seria Palmeiras até 12 de junho de 1993. Quando tudo se justificou saindo da fila contra quem o clube havia deixado mais um ano de jejum, em dezembro de 1974. Todas as dores compensavam.

Esquecíveis

Todas aquelas partidas para esquecer. Começando ainda em 1980, quando o Palmeiras teve de purgar pecados na Taça de Prata de 1981. A última vitória na nostra casa foi em 16 de agosto de 1980. Quase quatro anos do último título, e contra o mesmo XV de Piracicaba. Mais quatro jogos até o fim de ano sem vitória. Sem orgulho. Sem Palmeiras.

Honra resgatada com o acesso prematuro à turma de cima ainda em 1981, na Taça de Prata. Um show de Sena num 2 a 0 contra o Guarani parecia um novo Vecchio Palestra. Mas era só fumaça negra. Mais uma Taça de Prata em 1982, desta vez com eliminação na primeira fase. Goleadas para os rivais no SP-82. Um novo e rico time para 1983. Mas os mesmos problemas. Com novos amigos nas arquibancadas. Braga, Aloízio, Paulo Sapo, Salvador, Cecchi, seu Angiolo, Mauro Pizza, Lolô, Jorjão, Chang, Jambo, Dado, André, Marcelo, Juninho. Sofrendo juntos e esmagados com uma bola de Mendonça, da Lusa, no travessão, no SP-83, no fim do jogo. Sorrindo juntos com um pôr-do-sol maravilhoso de agosto na arquibancada de uma quinta-feira, num 5 a 1 no Taquaritinga. Quando lembro ter pensado numa namorada que não tinha. Mas que já pensava numa tarde como aquela com os filhos que eu queria ter. Motivo de sorrir sem saber o porquê na volta do ônibus na noite parada de São Paulo.

Em 1985, já tinha carro – verde. Já não tinha mais namorada. E parecia ter perdido o chão, debaixo do placar, só de pensar o que ainda estava escrito nele: 3 a 2 XV de Jaú, num domingo de novembro. Bastava ter vencido para se classificar para a semifinal. Perdemos. E fiquei ali perdido, com o ingresso inteiro na mão. A torcida invadira o Palestra pela derrota de um rival, pela manhã. E eu ali com o queixo entre as mãos, olhando para o gol da piscina. Um tempão. O mesmo que o goleiro reserva Martorelli usou para ficar sentado, no banco de reservas, olhando desconsolado para o mesmo infinito.

Como é que a gente conseguia perder assim? A gente que só sabia vencer só parecia perder e se perder no Palestra. Eu parecia aquele menino mimado que quer fugir de casa – e pede pro pai atravessar a rua e pagar as contas. Eu dizia que não voltaria àquela casa zicada. Achava que a culpa também era do estádio. Lá eu não mais voltaria. Promessa jamais cumprida. Porque isso não é coisa que se prometa.

Promessas

E lá estava eu de novo, em 1986, com o Cecchini, Zuccari, Altit, Rosa, Melura, Mancusi, Zerbini, Izzo, Paulinho Iudicibus, Cafarnaum, Raduan, Sangiuliano. 1987… 1988… Mais ainda em 1989, com um belo time, com Leão no banco, e a melhor campanha na primeira fase do Paulistão. Na segunda também. Taça dos Invictos. E a eliminação por uma única derrota, em Bragança. E lá vamos nós para 1990. Sempre no Palestra. Agora com Denise, Raquel. E os amigos de verde e de credo de sempre. Sempre saindo do estádio e do estado normal pelas derrotas doidas e doídas. Pelas madrugadas choradas com os amores. Ou com sonhos de amores e vitórias que pareciam impossíveis.

Naquele 12 de maio de 1990, empate sem gols com o Bragantino de Luxemburgo, uma vaga na Copa do Brasil perdida, um treinador demitido. Meu último jogo no estádio como torcedor. Em um mês começaria meio sem querer no Jornalismo agora esportivo. Para sempre futebolístico. Nas páginas esportivas fiquei. Permaneço. Sempre como um palmeirense que está jornalista. Que um dia já foi estudante. Que pretende ser um palmeirense aposentado do Jornalismo. Jamais da paixão de ir ao Palestra como fui, de 1974 a 1990. Só como torcedor.

Porque, então, veio o dever de tentar ser imparcial, isento e objetivo. De torcer sempre, mas jamais distorcer pelo Palmeiras. O que, muitas vezes, levou a muitas atitudes e ações distorcidas. Por mim e por outros. Faz parte. Como sempre fez o nosso Palestra.

Novas cores

De qualquer jeito. Com qualquer camisa. A verde listada da Parmalat estreou em 26 de abril de 1992. 1 a 0 no Cruzeiro. Gol de Paulo Sérgio. Eu já estava na Rádio e TV Gazeta. Comentando. Logo, cornetando um time que demitiu o treinador depois de um empate sem gols e sem futebol contra o Noroeste, em 19 de agosto. 16 anos e um dia do título de 1976. Uma noite trágica que quase acabou ainda pior, com torcedores querendo bater em colegas na cabine ao lado da minha. Quase apanhei junto. Só escapei por ser palmeirense como os agressores. Embora metade da turba achasse que não. Mais ou menos como a proporção da torcida, hoje.

Não cheguei a repensar o ofício. Nem o amor. Palmeiras não se pensa. Não se escolhe o Palmeiras. Ele nos acolhe. Ele sabia que ainda viria 1993. O Paulista. O Rio-São Paulo. O Brasileirão. Faltava uma festa no Palestra. No SP-94, foram quatro: a virada sobre o São Paulo no dia em que morreu Senna. O 1 a 0 sobre o Ituano no domingo seguinte, com a primeira volta olímpica no estádio. A segunda – a oficial – foi em Santo André; a definitiva, com a faixa no peito, foi no Dérbi, no Pacaembu.

Isso sem falar na maior derrota internacional do Boca Juniors, em 9 de março. 6 a 1 Palmeiras. O jogo que o filhinho de Evair hoje vê em DVD e pergunta ao Matador se “é tudo verdade”. Parece mentira. Parecia Palmeiras no Palestra.

Como foi em 3 de agosto de 1995. 5 a 1 no Grêmio. Faltou um gol para eliminar o Tricolor de Felipão. Mas não faltaram aplausos para aquela epopeia. Nesse dia, senti falta de estar ali na arquibancada, junto com os novos amigos Strifezzi, Fagundes, Di Lallo, Klein, Cassiano, Solarino, Bob, Bom Angelo. Gritando como urrei quase sozinho naquela noite perdida em 1986 para a Inter de Limeira. Berrando como deixei o estádio naquele 11 de setembro de 1994. 1 a 0 no Inter. Meu último jogo de solteiro. Comentei pela rádio. Mas, quando deixei o estádio, dei aquela última olhada para a arquibancada escura. Tentando me encontrar onde algumas vezes quase me perdi de alegria e tristeza. Pensando na nova e maravilhosa vida que teria e tenho com Helen. Minha pequena palmeirense que não gosta de futebol. Mas que gosta do Palmeiras. Um caso de amor. Um amor de casa.

Único

Do tamanho do futebol daquele trem-bola palmeirense de 1996. A maior campanha do profissionalismo. O time que chegou aos 100 gols no Palestra, num domingo gelado de junho, ganhando o returno e o título antecipado. 2 a 0 no Santos. 102 gols. Acabou a transmissão que fiz no Sportv, fui ao banheiro, arranquei o uniforme da TV, deixei apenas o do Palmeiras na noite fria. Enfiei um gorro que só deixava os olhos para fora e saí celebrando pelo clube e pelas ruas. Até na TV apareci. Na concorrente. Vibrando como um encapuzado torcedor comum. Celebrando como faria na final da Mercosul de 1998, depois do Natal. 1 a 0 no Cruzeiro. Fogos na Turiaçu fechada. Eu e os amigos no Bar do Elias pela madrugada. Chegando cedo em casa apenas para deixar sobre o berço do Luca, então com três meses, a faixa que ele até hoje guarda. A de campeão da Mercosul.

Foi o primeiro título dele. O segundo viria num chute para fora de Zapata. Quando Oberdan Cattani conversava com as estátuas de Waldemar Fiume e Junqueira, nas alamedas do clube. Quando Evair orava no vestiário. Quando eu levantava na tribuna de imprensa e batia palmas. Quando um querido colega ouvia nas escadas o estádio celebrar a vitória nos pênaltis contra o Deportivo Cali. Quando Marcos ergueu o chavão do jipão como craque da Libertadores. Quando o Campeão do Século XX fechava um ciclo no Jardim Suspenso pela emoção, no verso de Moacyr Franco. No “Amor é Verde” na Água Branca.

Amor que explica a virada de 4 a 2 no Flamengo, em 21 de maio de 1999. Quando Felipão treinou o time, a torcida, a imprensa e a História. Os gols do Filho do Vento fizeram do Palestra um vulcão verde. Um dos maiores jogos da história. Uma virada como a que seria sofrida em 2000, na final da Mercosul. Uma dor como a goleada para o Vitória, em 2003. Um nó na garganta como a Segundona dos infernos, no mesmo ano.

Filhos

Mas onde há verde há vida. No 7 de outubro de 2003, 3 a 2 no Brasiliense, meu Luca estreou no Palestra, no colo da mãe, ao lado do avô, do baixo de seus cinco anos. A torcida uniformizada fez um espetáculo inesquecível de cores, luzes e Palmeiras. Meu filho vibrou com os três primeiros gols. Chateou-se com o primeiro candango. Mas nem sofreu com a iminência do empate. Estava brincando com o celular do pai quando saiu o segundo gol do Brasiliense. Nada percebeu pelo silêncio do estádio. Só foi se tocar quando leu no placar tantas vezes amaldiçoado que estava 3 a 2, não 3 a 1 como imaginava.

Para ele foi só 3 a 1. Para mim, a goleada da vida. Só comparável aos 3 a 0 sobre Paraná, em 20 de outubro de 2007, quando o caçula Gabriel estreou nos estádios. Ou aos 5 a 0 da final do SP-08, quando o Lance! e meu colega Portella propiciaram a chance de colocar meu primogênito na cabine abaixo da Rádio Bandeirantes. A cada um dos cinco gols, bastava me levantar da cadeira, olhar para baixo, e ver meu Luca com aqueles olhos mais lindos do mundo ser, naquele instante, o segundo menino mais feliz do planeta, sorrindo para o pai.

O velho pai estava mais feliz e infantil que o filho.

Ainda é mais bobo que todos em casa.

Porque sabe que muitos pais palestrinos devem ter se sentido como eu, em 2008, naquela tarde de sábado de 21 de abril de 1917. Quando o Palestra Itália fez seu primeiro jogo no campo do Parque Antártica. 5 a 1 no Internacional paulistano. Palestrinos que devem ter se orgulhado quando, em 1920, a escritura do terreno enfim virou patrimônio do clube. Quando o Stadium Palestra Itália foi inaugurado, em 13 de agosto de 1933. Goleando o Bangu por 6 a 0. Um time que tinha dois Da Guia na equipe. Tios de um certíssimo Ademir, maior craque do gramado no nível do solo, do jardim suspenso inaugurado em 7 de setembro de 1964.

Sagrado solo que viu um Dérbi terminar em 8 a 0, em 5 de novembro de 1933. Sagrada Academia de craques, alguns bagres. De vitórias para guardar nos olhos, de derrotas para se perder no cimento corroído pelo uso. Por alguns abusos. Por alguns desusos.

Nossa casa

Daria a alma palmeirense para ver tantos jogos que não pude ver na nossa casa que merece reparos, como tantas coisas que temos feito e/ou desfeito. Você deve ter outros tantos para contar aos filhos. Outros que nem queremos lembrar para o travesseiro.

Mas, neste último sábado do velho Palestra, quando estivermos na cama, vamos lembrar porque fomos a cada jogo. Até naqueles que não pudemos ir. Não quisemos. Ou o Palmeiras não quis jogar.

Acontece. Não conheço casa perfeita. Todas trincam. Caem pedaços. Dão trabalho. Precisam de reformas na base. Nem sempre uma pintadinha dá jeito. Até porque sempre vai ter alguém para achar defeito. É assim nossa casa. É assim o lar de qualquer um.

Mas, hoje, quando vamos fechar os portões por longos meses, é hora de abraçar cada pedaço que vai cair ou sair do lugar. É tempo de lembrar os degraus da escada que dão para a arquibancada, para o gramado que cheira de tão perto. Mesmo tão elevado. Tão suspenso. Tanto suspense. Se não pudermos lotar hoje o estádio para dizer até logo, guardemos o coração para a festa da volta. Prometamos aos filhos que, em breve, estaremos de volta. Mesmo que tenhamos prometido a nós mesmos não voltarmos quando as coisas não vão nada bem, como agora. É hora de chamar o Bonfá, o Simoninha, o Kleine, o Iamin, o Narda, o Patricius, o Fred, Luciano, Juan, Rogério, Hélder, Finelli, Canuto, Bianchi, Fabian, Conrado, Barneschi, Fábio, tanta gente que não cabe aqui. Ah, claro, e o Bindi, que vai supervisionar lá do céu a obra.

Até logo

Quando as luzes dos refletores se apagarem, quando as redes forem tiradas das traves, quando os escudos do Palestra Itália e do Palmeiras atrás das metas mal puderem ser vistos, é hora de cada palmeirense levar seu tijolo para casa. Um imenso pedaço de nossas vidas não será demolido – apenas reformado.

É o progresso. Necessário avanço. Mas um clube que teve de mudar de nome, mas não de ideais, sabe como levar de vencida. Sabe como se virar fora de casa. Sabe como plantar sementes e criar Palmeiras. Sabe que o nosso berço está lá esperando para embalar novamente os nossos e novos sonhos.

Aproveitemos as obras para reformar não apenas o nosso campo. Também os nossos pensamentos.

No fundo, podemos perder a casa. Não o nosso lar.

Este é o berço da Academia do país do futebol. O palco do Campeão do Século. O altar da comunhão palmeirense.

O Palestra Itália. O Palmeiras dos filhos desta pátria mãe gentil, dos netos da Mamma Itália. Mas tanto amor não tem cabimento. Por isso o Palestra precisa ser maior. Moderno como o gramado elevado de 1964. Eterno como o estádio que é nosso há 90 anos. E continuará sendo de cada um quando reabrir os portões para a História.

Quando voltar, nossa casa será como o nosso amor. Ainda maior. Ainda melhor. Ainda mais Palestra Itália. Sempre mais Palmeiras.

Palmeiras é quinto mais vendido na Adidas

Apesar do mau desempenho dentro de campo e das frequentes crises políticas, o Palmeiras é o quinto colocado no ranking de vendas de materiais esportivos da Adidas, atrás somente de Real Madrid, Milan, Chelsea e Bayern de Munique.

Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", com base nesse número, a fabricante alemã propôs permanecer na equipe até 2015. O contrato vigente tem duração até 2011.

No Brasil, segundo estudo divulgado pelo Instituto Qualibest, estima-se que o torcedor palmeirense gaste cerca de R$ 77 todo mês em produtos esportivos, atrás somente do Corinthians - com média de R$ 85 mensais.

No mesmo quesito, as mulheres do Palmeiras despontam como as que mais gastam com o time: R$ 95 por mês, ante R$ 67 das flamenguistas e R$ 61 das são-paulinas.

Fonte:
Da Máquina do Esporte, em São Paulo
(QUINTA-FEIRA, 20 DE MAIO DE 2010 - 16h15)
Enfim uma boa notícia pra nós palmeireirenses. É bem da verdade que não jogamos o fino da bola como se deve honrar a camisa palestrina, mas o resultado veio e em um campeonato como este onde a cada jogo é cara de mau e faca nos dentes já tá bom demais ainda mais quando o adversário é um eterno rival como o Grêmio. Ainda na minha análise por mais que o time estivesse um pouco melhor posicionado, o futebolzinho ainda continua uma bela de uma porcaria.

Destaque

Vinícius sem sombra de dúvidas foi o destaque da partida. Ampos um primeiro tempo com lances regulares o jogador cresceu de produtividade supreendentemente puxando a responsabildiade pra ele enfrente de frente a defesa gaúcha com dribles. É exatamente o que sempre ando dizendo, das veze que ele entrou não tinha feito nenhuma partida fora do normal, mas não fazia feio. Tenho certe que ele se destaca nos treinamentos com elenco durante a semana e por conta desse bom retrospecto e claro a mudança de técnico, ele ganhou a oportunidade nesse jogo contra o Grêmio e sou be aproveitar. Tô gostando do futebol do moleque !