terça-feira, 20 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
A ocasião era muito maior que somente o jogoO título acima diz realmente o que foi esse dia marcante pra cada palmeirense, é óbvio que gostaria de ter ganho o jogo diante dos argentinos, mas definitivamente a ocasião de toda aquela festa era muito maior que o jogo, pois se tratou de um verdadeiro marco na história da Sociedade Esportiva Palmeiras, foi a contemplação do últimos momentos de um templo do futebol prestes a ingressar em futuro próspero e vitorioso com o nascimento de uma moderna e lucrativa Arena de Futebol e espetáculos.
Quero neste post também parabenizar Fabian Chacur, Flávio Canuto e Raul Bianchi do blog Mondo Palmeiras pela belíssima cobertura emocionada do jogo e toda a festa. As fotos ficaram ótimas, captanto bem o semblante de alegria das pessoas que estavam lá. E claro ao vídeo muito bacana do Raul super emocionado embaixo do gol das piscinas após Marcos Kleine tocar o hino do Palmeiras em um arranjo sensacional com sua guitarra. Mandaram super bem pessoal! Eu só tenho a agradecer fazerem essa cobertura pra que nós p que não pudemos estar lá, acompanharmos como foi essa data histórica para melhor time do mundo.
FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0 x 2 BOCA JUNIORS
Local:
Data: 9 de julho de 2010, sexta-feira
Horário: 17h30 (de Brasília)
Árbitro: Cléber Wellington Abade
Assitentes: Daniel Paulo Zioli e Vicente Romano Neto
Público: 17.786 pagantes
Renda:
Cartões Amarelos:
GOLS: BOCA JUNIORS: Viatri, aos 19 minutos do primeiro tempo e Muñoz, aos 37 minutos
PALMEIRAS: Bruno (Deola); Vitor, Maurício Ramos (Léo), Danilo e Gabriel Silva; Edinho, Márcio Araújo (Vinícius), Cleiton Xavier e Lincoln (Marcos Assunção); Ewerthon (Tadeu) e Kleber
Técnico: Flávio Murtosa
BOCA JUNIORS: Luchetti (Garcia); Muñoz, Cellay e Insaurralde; Marín, Méndez, Erbes (Gonzalez), Cañete (Colazo) e Monzón; Mouche (Araujo) e Viatri (Blandi)
Técnico: Claudio Borghi
Fonte: Gazeta Esportiva
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Palmeiras x Boca Juniors no dia 9 de julhoO departamento de marketing do Verdão preparou diversas ações de interação com o torcedor, que poderá, por exemplo, ter um dia de gandula ou atuar no estádio palmeirense. Kits promocionais e até um espetáculo pirotécnico são prometidos aos palestrinos.
- Arquibancada: R$ 80 (ganha uma Revista Histórica Comemorativa)
- Cadeiras descobertas: R$ 250 (ganha uma Revista Histórica Comemorativa, além de certificado de que esteve presente na partida)
- Cadeiras cobertas: R$ 400 (ganha uma Revista Histórica Comemorativa, além de certificado de que esteve presente na partida)
- Setor Visa: R$ 300 (ganha uma Revista Histórica Comemorativa, além de certificado de que esteve presente na partida)
- Camarote Premium: R$ 600 (ganha uma Revista Histórica Comemorativa, um certificado de que esteve presente na partida e uma medalha histórica do amistoso). ATENÇÃO: para esse setor, os ingressos podem ser comprados pelo telefone: 3874-6500, ramal 8139.
* Estudantes e aposentados, portando carteira de identificação, pagam meia-entrada.
- Gandula
Para trabalhar como gandula durante os 90 minutos do amistoso, estarão disponíveis 8 vagas no valor de R$ 1 mil, com direito a uniforme completo. Mais informações pelo hotsite: www.palmeiras.com.br/despedidapalestra , ou pelos telefones (11) 3804-6662 e (11) 3813-3231.
- Jogar no Palestra + kit promocional
Outra atração é que o torcedor que quiser pisar e atuar no gramado do Palestra Itália poderá optar pelo KIT PROMOCIONAL(limite máximo de 132 pessoas), no valor de R$ 620 para não sócios, e R$ 500 para sócios remidos, sócios do clube e do programa Avanti, com direito a: ingresso (cadeira descoberta), Palestra Tour, camisa oficial, e direito a disputar uma partida no Palestra (realização de seis partidas, de 30 minutos cada, no dia 10 de julho, sábado). Serão seis partidas, sendo cinco masculinas e uma feminina. Mais informações pelo hotsite: www.palmeiras.com.br/despedidapalestra , ou pelos telefones (11) 3804-6662 e (11) 3813-3231.
domingo, 13 de junho de 2010

São jogadores comprometidos assim que tornam taxativos os investimentos de um clube e por isso o Palmeiras na minha opinião deve fazer o possível e o impossível pra adquirir o passe do atleta. Claro que ha um outro fator que é diretamente influente nesse aspecto que é a questão torcida e sua capacidade de considerações das mais diversas. Um exemplo claro e recente é o de Vágner Love que teve sua contratação tão ou mais complicada que a do Kléber, estava jogando relativamente bem ou se não jogasse bem ao menos vontade e dedicação não lhe faltavam. E o final dessa história todos já conhecem onde a agressão e junto com ela a falta de respeito entraram em cena acabando com ida do jogador em outro time onde enfim explodiu. Toda essa análise é pra dizer que independente de idade ou fase ruim, um jogador que sempre mostra comprometimento e respeito pelo Palmeiras deve merecer o máximo de esforço pra se trazer investimentos que banquem a compra de seu passe, pois essa consideração é a própria afirmação de um profissional feliz e com total potencial em ajudar o clube a crescer.
Exemplo de jogador que se mostra comprometido com todo esse cenário é Kléber. Em uma apresentação a sua altura o Gladiador afirmou em suas palavras o quanto está ligado ao clube e a torcida palmeirense. Da minha parte agradeço e fico muito feliz com a volta mais do que na hora, de Kléber, mas meu coração Palmeirense marcado pelas ainda presentes frustações time e diretoria sonha com dias melhores que parecem surgir nesse segundo semestre.




terça-feira, 1 de junho de 2010
Sim, a Arena Palestra Itália vai sair ilustríssima torcida palmeireinse. Ontem (31.05.10 - segunda-feira) o último empecilho que tinhamos pelo caminho foi vencido um significativa goleada em uma reunião do Conselho Deliberativo (o grupo representativo de sócios torcedores palmeirenses que discutem a melhor maneira de se tomar as decisões) que argumentava ter ainda dúvidas sobre o projeto de construção da Arena Palestra Itália. Como sempre houve e sempre vai ter, houve muito bate boca e muitos conselheiros da oposição ao projeto sairam do clube mas a votação continuo assim mesmo o que acabou no placar de 126 x 2.Definitivamente é um marco pra história da Sociedade Esportiva Palmeiras ver não somente a Arena em si ser erguida, mas todo um complexo de várias estruturas a serviço de sócios, torcedores, comunidade de São Paulo e do Brasil. Ainda bem que a morosidade, o conformismo e a omissão de gente que associa tradição a inércia diante do tempo, foi desbancada e espero que a partir de algo moderno e representativo como a Arena possa servir de uma vez por todas pra mostrar que o respeito ao passado pode e deve sempre caminhar lado a lado com a grandeza do presente de um clube gigantesco como é a Sociedade Esportiva Palmeiras.
Vejo que todo o procedimento que antecedeu a esse início de reformas no Palestra Itália foi cansativo inflado de expectativas e acredito que todo o precedimento de resposabilidade na construção e busca de capital foi muito bem planejado.





quarta-feira, 26 de maio de 2010
por Mauro Beting em 22.mai.2010 às 2:06h
Quanda a luz se apagar hoje, no Palestra Itália, só será acesa em um longo tempo. Num novo templo. Serão muitos meses até que os filhos da Academia possam se sentir novamente em casa. Num lar novo em folha. Lugar para esquecer as velhas falhas e os novos problemas. Um santuário para lembrar os tantos dias de nossas vidas vividas em nosso altar. Em nosso palco. Em nosso campo. Em nossa casa.Nossa! Mas de cada um. Todos temos um cantinho no Palestra. Onde cantamos e vibramos. Onde cornetamos e divergimos. Onde o Palestra virou Palmeiras. Onde não somos mais, nem menos. Apenas palmeirenses, sempre palestrinos. Isso basta. Dispensamos apresentações. Não precisamos de explicações. Apenas somos tudo isso que tem uma casa. Que fecha para reformas. Que deve voltar como cada um de nós, e por todos nós: cada vez maior, cada vez melhor. Cada vez mais Palmeiras. Sempre Palestra.
Primeira vez
O meu primeiro canto foi na numerada. Três de agosto de 1974. Luís Américo fez o primeiro gol que vi na rede esticada do gol do placar. 1 a 0 Saad. Leivinha empatou, Dudu virou, mas um tal Fernandinho empatou. Uma zebra. Até então, só vira o Palmeiras bicampeão brasileiro em 1972-73 sair de campo satisfeito. Só assistira a jogos-shows no Pacaembu e no Morumbi. Estreava sem vitória no Palestra. No jogo inaugural do SP-74. O que acabaria não mudando muita coisa. Em dezembro, o mais importante Ronaldo da história do Dérbi paulistano faria o gol que deixaria o rival mais um ano na fila, no Morumbi.
Naquele fim de tarde de sábado de Sol paulistano, saí chateado com o empate contra o Saad. O goleiro deles se chamava Fininho. Fechara o gol. Eu, o bico, debaixo dos meus sete anos. Só fui achar legal a noite quando minha avó Albertina, que morava do lado do Palestra, me confortou na pizza da noite. Ela foi uma das que me ensinaram que não se deve vaiar “os meninos”. Que devemos ter a mesma fé que ela tinha ao acender velas em dias de jogos do time do coração da família de pai e de mãe. Dos “palmeiristas”.
Dos palestrinos que, desde aquele agosto de 1974, começaram a dividir a vida entre idas e vindas ao Palestra, ao Pacaembu, ao Morumbi. Onde fosse, onde jogasse o Palmeiras. Naquela primeira visita, meu tio Leo, pai do Erich que ainda nem havia nascido, foi minha primeira companhia, ao lado do irmão Joelmir, e do meu irmão Gianfranco. Se a escalação do Palmeiras não mudava daquela rima que era seleção –
LeãoEuricoLuísPereiraAlfredoeZecaDudueAdemirdaGuiaEduLeivinhaCésareNei, todos juntos, para sempre – o meu time de companheiros mudava sempre. Saía o tio Leo, vinha o Tio Flávio. O Tio Jura. Os primos Paulo Calabar, Alessandro, Danilo. Depois o Erich. Quando dava, o Ulisses. Mais difícil era ir ao jogo com os primos do interior, o Vlamir e o Cléber.
Eternos
Não era nada complicado torcer por aquele time. Até quando ele já não era o mesmo. Como naquele 18 de janeiro de 1976: Dudu saiu machucado, num empate com a Portuguesa. E só voltou ao time como treinador. Estreando num novo empate com o Guarani, em 9 de maio. Quando lançou o jovem Pires em seu lugar. E mais o Verdão não perdeu até vencer antecipadamente o Paulistão. 1 a 0 no XV de Piracicaba. No 18 de agosto de 1976, mais de 40 mil vibraram com Jorge Mendonça, marcando o gol do título. Campeonato que a família celebrou em casa. Meu pai não conseguiu sair a tempo do trabalho. Viu parte do jogo, abriu um vinho, e fomos dormir. Ano sim, ano não, a festa parecia garantida. Era assim o Palmeiras.
Não foi mais assim. Em 10 de agosto de 1977, pelo Paulistão, o Palmeiras só empatou com o Comercial de Ribeirão. 1 a 1. Foi o último jogo no estádio da estátua Ademir da Guia, que em 40 dias encerraria a carreira, parada por problemas respiratórios. Cabeça e coração das Academias palmeirenses penduravam as chuteiras. Não mais o Palmeiras seria Palmeiras até 12 de junho de 1993. Quando tudo se justificou saindo da fila contra quem o clube havia deixado mais um ano de jejum, em dezembro de 1974. Todas as dores compensavam.
Esquecíveis
Todas aquelas partidas para esquecer. Começando ainda em 1980, quando o Palmeiras teve de purgar pecados na Taça de Prata de 1981. A última vitória na nostra casa foi em 16 de agosto de 1980. Quase quatro anos do último título, e contra o mesmo XV de Piracicaba. Mais quatro jogos até o fim de ano sem vitória. Sem orgulho. Sem Palmeiras.
Honra resgatada com o acesso prematuro à turma de cima ainda em 1981, na Taça de Prata. Um show de Sena num 2 a 0 contra o Guarani parecia um novo Vecchio Palestra. Mas era só fumaça negra. Mais uma Taça de Prata em 1982, desta vez com eliminação na primeira fase. Goleadas para os rivais no SP-82. Um novo e rico time para 1983. Mas os mesmos problemas. Com novos amigos nas arquibancadas. Braga, Aloízio, Paulo Sapo, Salvador, Cecchi, seu Angiolo, Mauro Pizza, Lolô, Jorjão, Chang, Jambo, Dado, André, Marcelo, Juninho. Sofrendo juntos e esmagados com uma bola de Mendonça, da Lusa, no travessão, no SP-83, no fim do jogo. Sorrindo juntos com um pôr-do-sol maravilhoso de agosto na arquibancada de uma quinta-feira, num 5 a 1 no Taquaritinga. Quando lembro ter pensado numa namorada que não tinha. Mas que já pensava numa tarde como aquela com os filhos que eu queria ter. Motivo de sorrir sem saber o porquê na volta do ônibus na noite parada de São Paulo.
Em 1985, já tinha carro – verde. Já não tinha mais namorada. E parecia ter perdido o chão, debaixo do placar, só de pensar o que ainda estava escrito nele: 3 a 2 XV de Jaú, num domingo de novembro. Bastava ter vencido para se classificar para a semifinal. Perdemos. E fiquei ali perdido, com o ingresso inteiro na mão. A torcida invadira o Palestra pela derrota de um rival, pela manhã. E eu ali com o queixo entre as mãos, olhando para o gol da piscina. Um tempão. O mesmo que o goleiro reserva Martorelli usou para ficar sentado, no banco de reservas, olhando desconsolado para o mesmo infinito.
Como é que a gente conseguia perder assim? A gente que só sabia vencer só parecia perder e se perder no Palestra. Eu parecia aquele menino mimado que quer fugir de casa – e pede pro pai atravessar a rua e pagar as contas. Eu dizia que não voltaria àquela casa zicada. Achava que a culpa também era do estádio. Lá eu não mais voltaria. Promessa jamais cumprida. Porque isso não é coisa que se prometa.
Promessas
E lá estava eu de novo, em 1986, com o Cecchini, Zuccari, Altit, Rosa, Melura, Mancusi, Zerbini, Izzo, Paulinho Iudicibus, Cafarnaum, Raduan, Sangiuliano. 1987… 1988… Mais ainda em 1989, com um belo time, com Leão no banco, e a melhor campanha na primeira fase do Paulistão. Na segunda também. Taça dos Invictos. E a eliminação por uma única derrota, em Bragança. E lá vamos nós para 1990. Sempre no Palestra. Agora com Denise, Raquel. E os amigos de verde e de credo de sempre. Sempre saindo do estádio e do estado normal pelas derrotas doidas e doídas. Pelas madrugadas choradas com os amores. Ou com sonhos de amores e vitórias que pareciam impossíveis.
Naquele 12 de maio de 1990, empate sem gols com o Bragantino de Luxemburgo, uma vaga na Copa do Brasil perdida, um treinador demitido. Meu último jogo no estádio como torcedor. Em um mês começaria meio sem querer no Jornalismo agora esportivo. Para sempre futebolístico. Nas páginas esportivas fiquei. Permaneço. Sempre como um palmeirense que está jornalista. Que um dia já foi estudante. Que pretende ser um palmeirense aposentado do Jornalismo. Jamais da paixão de ir ao Palestra como fui, de 1974 a 1990. Só como torcedor.
Porque, então, veio o dever de tentar ser imparcial, isento e objetivo. De torcer sempre, mas jamais distorcer pelo Palmeiras. O que, muitas vezes, levou a muitas atitudes e ações distorcidas. Por mim e por outros. Faz parte. Como sempre fez o nosso Palestra.
Novas cores
De qualquer jeito. Com qualquer camisa. A verde listada da Parmalat estreou em 26 de abril de 1992. 1 a 0 no Cruzeiro. Gol de Paulo Sérgio. Eu já estava na Rádio e TV Gazeta. Comentando. Logo, cornetando um time que demitiu o treinador depois de um empate sem gols e sem futebol contra o Noroeste, em 19 de agosto. 16 anos e um dia do título de 1976. Uma noite trágica que quase acabou ainda pior, com torcedores querendo bater em colegas na cabine ao lado da minha. Quase apanhei junto. Só escapei por ser palmeirense como os agressores. Embora metade da turba achasse que não. Mais ou menos como a proporção da torcida, hoje.
Não cheguei a repensar o ofício. Nem o amor. Palmeiras não se pensa. Não se escolhe o Palmeiras. Ele nos acolhe. Ele sabia que ainda viria 1993. O Paulista. O Rio-São Paulo. O Brasileirão. Faltava uma festa no Palestra. No SP-94, foram quatro: a virada sobre o São Paulo no dia em que morreu Senna. O 1 a 0 sobre o Ituano no domingo seguinte, com a primeira volta olímpica no estádio. A segunda – a oficial – foi em Santo André; a definitiva, com a faixa no peito, foi no Dérbi, no Pacaembu.
Isso sem falar na maior derrota internacional do Boca Juniors, em 9 de março. 6 a 1 Palmeiras. O jogo que o filhinho de Evair hoje vê em DVD e pergunta ao Matador se “é tudo verdade”. Parece mentira. Parecia Palmeiras no Palestra.
Como foi em 3 de agosto de 1995. 5 a 1 no Grêmio. Faltou um gol para eliminar o Tricolor de Felipão. Mas não faltaram aplausos para aquela epopeia. Nesse dia, senti falta de estar ali na arquibancada, junto com os novos amigos Strifezzi, Fagundes, Di Lallo, Klein, Cassiano, Solarino, Bob, Bom Angelo. Gritando como urrei quase sozinho naquela noite perdida em 1986 para a Inter de Limeira. Berrando como deixei o estádio naquele 11 de setembro de 1994. 1 a 0 no Inter. Meu último jogo de solteiro. Comentei pela rádio. Mas, quando deixei o estádio, dei aquela última olhada para a arquibancada escura. Tentando me encontrar onde algumas vezes quase me perdi de alegria e tristeza. Pensando na nova e maravilhosa vida que teria e tenho com Helen. Minha pequena palmeirense que não gosta de futebol. Mas que gosta do Palmeiras. Um caso de amor. Um amor de casa.
Único
Do tamanho do futebol daquele trem-bola palmeirense de 1996. A maior campanha do profissionalismo. O time que chegou aos 100 gols no Palestra, num domingo gelado de junho, ganhando o returno e o título antecipado. 2 a 0 no Santos. 102 gols. Acabou a transmissão que fiz no Sportv, fui ao banheiro, arranquei o uniforme da TV, deixei apenas o do Palmeiras na noite fria. Enfiei um gorro que só deixava os olhos para fora e saí celebrando pelo clube e pelas ruas. Até na TV apareci. Na concorrente. Vibrando como um encapuzado torcedor comum. Celebrando como faria na final da Mercosul de 1998, depois do Natal. 1 a 0 no Cruzeiro. Fogos na Turiaçu fechada. Eu e os amigos no Bar do Elias pela madrugada. Chegando cedo em casa apenas para deixar sobre o berço do Luca, então com três meses, a faixa que ele até hoje guarda. A de campeão da Mercosul.
Foi o primeiro título dele. O segundo viria num chute para fora de Zapata. Quando Oberdan Cattani conversava com as estátuas de Waldemar Fiume e Junqueira, nas alamedas do clube. Quando Evair orava no vestiário. Quando eu levantava na tribuna de imprensa e batia palmas. Quando um querido colega ouvia nas escadas o estádio celebrar a vitória nos pênaltis contra o Deportivo Cali. Quando Marcos ergueu o chavão do jipão como craque da Libertadores. Quando o Campeão do Século XX fechava um ciclo no Jardim Suspenso pela emoção, no verso de Moacyr Franco. No “Amor é Verde” na Água Branca.
Amor que explica a virada de 4 a 2 no Flamengo, em 21 de maio de 1999. Quando Felipão treinou o time, a torcida, a imprensa e a História. Os gols do Filho do Vento fizeram do Palestra um vulcão verde. Um dos maiores jogos da história. Uma virada como a que seria sofrida em 2000, na final da Mercosul. Uma dor como a goleada para o Vitória, em 2003. Um nó na garganta como a Segundona dos infernos, no mesmo ano.
Filhos
Mas onde há verde há vida. No 7 de outubro de 2003, 3 a 2 no Brasiliense, meu Luca estreou no Palestra, no colo da mãe, ao lado do avô, do baixo de seus cinco anos. A torcida uniformizada fez um espetáculo inesquecível de cores, luzes e Palmeiras. Meu filho vibrou com os três primeiros gols. Chateou-se com o primeiro candango. Mas nem sofreu com a iminência do empate. Estava brincando com o celular do pai quando saiu o segundo gol do Brasiliense. Nada percebeu pelo silêncio do estádio. Só foi se tocar quando leu no placar tantas vezes amaldiçoado que estava 3 a 2, não 3 a 1 como imaginava.
Para ele foi só 3 a 1. Para mim, a goleada da vida. Só comparável aos 3 a 0 sobre Paraná, em 20 de outubro de 2007, quando o caçula Gabriel estreou nos estádios. Ou aos 5 a 0 da final do SP-08, quando o Lance! e meu colega Portella propiciaram a chance de colocar meu primogênito na cabine abaixo da Rádio Bandeirantes. A cada um dos cinco gols, bastava me levantar da cadeira, olhar para baixo, e ver meu Luca com aqueles olhos mais lindos do mundo ser, naquele instante, o segundo menino mais feliz do planeta, sorrindo para o pai.
O velho pai estava mais feliz e infantil que o filho.
Ainda é mais bobo que todos em casa.
Porque sabe que muitos pais palestrinos devem ter se sentido como eu, em 2008, naquela tarde de sábado de 21 de abril de 1917. Quando o Palestra Itália fez seu primeiro jogo no campo do Parque Antártica. 5 a 1 no Internacional paulistano. Palestrinos que devem ter se orgulhado quando, em 1920, a escritura do terreno enfim virou patrimônio do clube. Quando o Stadium Palestra Itália foi inaugurado, em 13 de agosto de 1933. Goleando o Bangu por 6 a 0. Um time que tinha dois Da Guia na equipe. Tios de um certíssimo Ademir, maior craque do gramado no nível do solo, do jardim suspenso inaugurado em 7 de setembro de 1964.
Sagrado solo que viu um Dérbi terminar em 8 a 0, em 5 de novembro de 1933. Sagrada Academia de craques, alguns bagres. De vitórias para guardar nos olhos, de derrotas para se perder no cimento corroído pelo uso. Por alguns abusos. Por alguns desusos.
Nossa casa
Daria a alma palmeirense para ver tantos jogos que não pude ver na nossa casa que merece reparos, como tantas coisas que temos feito e/ou desfeito. Você deve ter outros tantos para contar aos filhos. Outros que nem queremos lembrar para o travesseiro.
Mas, neste último sábado do velho Palestra, quando estivermos na cama, vamos lembrar porque fomos a cada jogo. Até naqueles que não pudemos ir. Não quisemos. Ou o Palmeiras não quis jogar.
Acontece. Não conheço casa perfeita. Todas trincam. Caem pedaços. Dão trabalho. Precisam de reformas na base. Nem sempre uma pintadinha dá jeito. Até porque sempre vai ter alguém para achar defeito. É assim nossa casa. É assim o lar de qualquer um.
Mas, hoje, quando vamos fechar os portões por longos meses, é hora de abraçar cada pedaço que vai cair ou sair do lugar. É tempo de lembrar os degraus da escada que dão para a arquibancada, para o gramado que cheira de tão perto. Mesmo tão elevado. Tão suspenso. Tanto suspense. Se não pudermos lotar hoje o estádio para dizer até logo, guardemos o coração para a festa da volta. Prometamos aos filhos que, em breve, estaremos de volta. Mesmo que tenhamos prometido a nós mesmos não voltarmos quando as coisas não vão nada bem, como agora. É hora de chamar o Bonfá, o Simoninha, o Kleine, o Iamin, o Narda, o Patricius, o Fred, Luciano, Juan, Rogério, Hélder, Finelli, Canuto, Bianchi, Fabian, Conrado, Barneschi, Fábio, tanta gente que não cabe aqui. Ah, claro, e o Bindi, que vai supervisionar lá do céu a obra.
Até logo
Quando as luzes dos refletores se apagarem, quando as redes forem tiradas das traves, quando os escudos do Palestra Itália e do Palmeiras atrás das metas mal puderem ser vistos, é hora de cada palmeirense levar seu tijolo para casa. Um imenso pedaço de nossas vidas não será demolido – apenas reformado.
É o progresso. Necessário avanço. Mas um clube que teve de mudar de nome, mas não de ideais, sabe como levar de vencida. Sabe como se virar fora de casa. Sabe como plantar sementes e criar Palmeiras. Sabe que o nosso berço está lá esperando para embalar novamente os nossos e novos sonhos.
Aproveitemos as obras para reformar não apenas o nosso campo. Também os nossos pensamentos.
No fundo, podemos perder a casa. Não o nosso lar.
Este é o berço da Academia do país do futebol. O palco do Campeão do Século. O altar da comunhão palmeirense.
O Palestra Itália. O Palmeiras dos filhos desta pátria mãe gentil, dos netos da Mamma Itália. Mas tanto amor não tem cabimento. Por isso o Palestra precisa ser maior. Moderno como o gramado elevado de 1964. Eterno como o estádio que é nosso há 90 anos. E continuará sendo de cada um quando reabrir os portões para a História.
Quando voltar, nossa casa será como o nosso amor. Ainda maior. Ainda melhor. Ainda mais Palestra Itália. Sempre mais Palmeiras.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Fisgada no músculo adutor tira Diego Souza do jogoNo jogo contra o Atlético - Go Diego Souza foi substituido, vaiado e xingado na sua saída do campo. Diego antes de sentar no banco de reservas se virou para as numeradas e soltou um sonoro "FDP" mandando dedo pra meia dúzia de falsos palmeirenses almofadinhas das arquibancadas cobertas. Óbvio que o ato do Diegos Souza não foi nada correto porque por mais que o sangue esquente, sempre a melhor resposta que ele pode dar é dentro de campo mostrando futebol que ele tem. Do outro lado está sempre esse pessoal que pra mim boa parte não sabe nada de futebol e é sempre desse lado que começa as ditas críticas infundadas e infantis que infelizmente reverberam pra parte da arquibancada.
Bom, espero que o Diego Souza esfrie a cabeça, e no próximo jogo dentro do Palestra no sábado contra o Vitória pelo Brasileirão 2010 ele enfrente essa meia dúzia de gente e jogue a bola que tem calando a boca desse de cada um.
Fecha a boca, para de andar dentro de campo e joga a bola que você sabe. Vâmo lá Diego.